Carisma funciona assim: ou você tem, ou você não tem.






























Se Deus existe, esta é a prova de sua desorganização. O Haiti é o país mais pobre do Ocidente. O terremoto de ontem que destruiu parte da capital, Port-au-Prince, foi a cereja do bolo de um país miserável e politicamente enfraquecido. Quando você acha que não tem como ficar pior, o Haiti é colocado em uma frigideira natural e sacudido feito omelete. É um desastre. Mais um. Serão milhares de mortos e um número incontável de feridos. Uma parcela considerável da população da cidade vive em condições precárias, em favelas parecidas com as do Rio de Janeiro - na montanhas.
O Haiti é diplomaticamente muito importante para o Brasil na América Latina. Em 2004, quando um golpe de estado retirou o então presidente Jean-Bertrand Aristide do poder, o Brasil enviou um número inédito de soldados para garantir o bom funcionamento da MINUSTAH - missão da ONU para a estabilização do Haiti. Segundo a Folha, o Brasil ainda tem 1.300 soldados na região. Na comunidade internacional ninguém fala do Haiti sem ao menos mencionar as estratégias do Brasil na região. O Haiti é um teste de forças para o governo do Brasil, interessado em demonstrar ao mundo que tem condições de assumir de vez o papel de líder regional. Este será, sem dúvidas, um novo desafio para o nosso Presidente.





Não entendo de arquitetura, mas gosto. A casa abaixo foi construída em estilo Tudor e fica localizada, logicamente, na Inglaterra. O estilo Tudor é o aprimoramento final da arquitetura medieval e tem origem entre em os anos de 1485 e 1603. Embora os interiores coincidam com os de casas datadas do período Elizabetano, por fora é comum encontrarmos características muito únicas como janelas pequenas (pouca iluminação) e janelas oriel muito parecidas com as que podemos observar na arquitetura árabe.






É um dos meus lugares favoritos em Londres. Sempre que preciso escrever algo grande, vou pra lá. Na British Library, está rolando uma exposição muito boa sobre fotografia, com as primeiras câmeras escuras construídas e muitos trabalhos e anotações de Talbot, o pioneiro da fotografia no mundo. Imagine você, viver em um mundo sem fotografias. Dá pra entender, e bem, a rapidez com que a técnica se espalhou pelo mundo. Em 1850, nem bem 20 anos depois do ínicio do processo, a fotografia já havia se tornado uma prática comum nas principais cidades do mundo.
A exposição é bem completa. Fala sobre as primeiras idéias de Talbot, explica a engenharia das primeiras câmeras (já esqueci) e tem um pouco de negativos e natureza morta. Depois, é só alegria. Fotografias de Roma, Madri e Mecca em 1850, índios no Amazonas em 1870 e imagens que sobreviveram ao extermínio do Shah quando quis modernizar o Irã religioso da época. Tem panorama de Istanbul em 1870, retratos de nativos do Sudão, fotos de negros Brasileiros do Rio de Janeiro e da Bahia em 1880 (para estudos antropológicos), e até mesmo o famoso retrato de Oscar Wilde - praticamente a minha Monalisa.
O que seria de nossas vidas se não pudessemos falar da vida dos outros. Que assuntos teríamos se a vida alheia, aonde tudo é mais fácil de conseguir e mais simples de resolver, fosse um tema tabu e críticas fossem proibidas. Sempre penso que uma das grandes desvantagens de um regime ditatorial é a falta de liberdade na hora de fofocar. Deve ser por isso que todos são tão infelizes. Nestas áreas do mundo, fofoca nunca é leve ou descompromissada - fofoca mata.
Ontem assistimos ao filme alemão The Lives of Others. O filme é de 2006, mas nunca assisti ou comprei porque a capa é muito parecida com a de Coffee and Cigarettes, que não gostei. Parece coisa de gente maluca. E é. Mas mesmo sem vontade de fazer nada - o tempo e o calor seco da radiador estão acabando com a minha saúde mental - o filme faz qualquer um refletir sobre a sorte que temos por sermos livres. E como somos.
O filme também fala de poder. São muitos os exemplos de pessoas que se transformam em monstros quando estão sob controle de algo ou alguém - esta, infelizmente, é a maioria. Ontem, no entanto, o filme nos lembrou que existem aqueles que, por motivos nem sempre nobres, decidem tentar fazer o bem. O mais interessante, no entanto, é perceber que, às vezes, deixar de fazer o mal...já ajuda.
Passei os últimos dias separando os melhores interiores da semana para honrar a promessa feita no Ano Novo, mas me vi obrigado a jogar tudo pro alto depois de visitar o portifólio de um fotógrafo Americano chamado Dexter Hodges. O trabalho de Hodges na Espanha foi publicado por várias revistas Européias e Americanas, entre elas House & Garden, Elle Decor e Architectural Digest. Pudera. Quase tive um colapso nervoso ao ver as casas que ele fotografou.
Não vou nem falar da Espanha com o frio que faz em Londres hoje...


Issa é a única estilista do Brasil que conseguiu um lugar ao sol em Londres - essa expressão e Londres deveriam ser proibidas na mesma frase, mas não são. Posso estar falando bobagem, mas acho que ela não é conhecida em terras tupiniquins como é famosa na Inglaterra. Logo após a virada, dia 1 de madrugada, voltei para casa com um motorista de táxi que trabalhou durante muitos anos para ela. Comentou que Issa já vestiu Madonna e está expandindo para os Estados Unidos. Achei o site genial.

Após o retorno da já tradicional reflexão sobre o que faria com o prêmio da loteria, decidi apostar na Euro Millions por 4 semanas. Amanhã o sorteio é de 32 milhões de Euros, ou quase 100 milhões de Reais. Confesso não ter entendido o motivo de tanto alarde com a notícia de que um jardineiro de 78 anos ganhou a Mega-Sena acumulada no Brasil. É como se 70 milhões de Reais escolhessem idade, profissão e classe social. 70 milhões são 70 milhões para qualquer pessoa. Tirarei o sábado para pensar melhor em como investir os meus 100, mas já sei que plano de saúde não faz parte da lista.

Ganhei de presente uma vela perfumada chamada Holiday, lançada pela Elton John Aids Foundation e aparentemente vendida apenas na América. Sua casa cheira bem e você ainda contribui com uma boa causa. A vela cheira tão bem que tenho medo até de abrir a caixa. O único problema é que ninguém fala nada sobre a fragrância em si. O cheiro é irreconhecível, único, muito diferente. E agora?


Vou pensar em um post periódico - talvez semanal - com interiores que vou achando que valem uma divulgada adicional durante a semana. Desta forma, tentarei também voltar a postar com mais regularidade. Este ano foi um ano de idas e voltas com posts esporádicos, como tem sido os últimos anos. Geralmente não consigo manter o ritmo. Vou tentar.


Muito simpática a homenagem do Google ao Isaac Newton, com a maçã que cai em cima do botão para os Advertising Programmes (£££). Não que você não vá perceber a homenagem ao longo do dia, mas ontem conheci uma garota Americana que usa Yahoo, adora e não troca por nada neste mundo. Vai entender.

São lindos os chandeliers de pedras da Marjorie Skouras. Verdadeiras jóias. Destaque para a combinação de cores do ambiente acima. Paredes cor-de-rosa (todas as paredes) com poucos e bons detalhes em azul turquesa. Não custa sonhar.

Nesta época do ano, fazer compras em Londres é missão impossível. Passamos os últimos dias visitando as lojas de departamento da cidade com nossa amiga de LA que, a exemplo do resto dos Estados Unidos, tem problemas sérios de compulsão quando o assunto é shopping.
Quem já visitou Londres sabe que o layout das lojas de departamento é inúmeras vezes mais compacto do que os equivalentes do Brasil ou, principalmente, da América. Este detalhe, adicionado ao tumulto causado pela multidão em busca das últimas barganhas, arruinou a nossa tentativa de conhecer a Harrods.
Muita gente para pouco espaço. Quem sabe tentamos novamente mais tarde. Na próxima encarnação.




Ganhei alguns presentes de nossa amiga Amber, que chegou de LA no último dia do ano passado - agora passaremos todos chamando 2010 de ano que vem por mais um ou dois meses. Um deles, é o Eau de Toilette da Givenchy, o perfume dos perfumes. É tão bom que dá vontade de comprar uns cinco litros e programar uma daquelas máquinas de banheiro na porta de casa.









Das pouco mais de 100 tribos perdidas do mundo, 50 estão localizadas entre o Brasil e o Peru. Que deve ser uma pira (o Peru). Quando estive no Brasil pela última vez, percebi que virou moda turistar de ônibus até Lima - ao menos em Barbacena. Fico agoniado só de pensar que tem gente visitando o Peru antes de mim. A BBC publicou hoje uma reportagem sobre uma vila abandonada aonde antes viviam aproximadamente 150 pessoas sem contato com o desenvolvimento (se é que podemos chama-lo assim). Vindo do Peru, honestamente, acho meio difícil. Não consigo visualizar um grupo de latinos preservando vilas remotas e controlando a curiosidade sobre o desconhecido. As fotos são um choque na idéia.








Gostei da capa da Economist dessa semana. A foto, as cores, o assunto - tudo é bom. Como o Royal Mail estava em greve, a revista demorou três dias a mais para ser entregue. Fui dar uma espiada no site e percebi que a edição do dia 23 de Maio nunca chegou. A matéria de capa é "Good news from India". Notícia boa sempre demora mais pra chegar. Ao lado, aplicativo novo do Flickr. Bom dia, mundo moderno.