24 de fevereiro de 2006

Tudo meio que deu errado essa semana. O ponto alto foi quando saí pra fazer compras e não encontrei nada que estivesse com vontade de levar pra casa. Dá pra ver que as roupas estão no mesmo lugar desde o começo da estação. Cobram um absurdo por produtos que ninguém quis. Aí tem uns outros bons momentos espalhados aqui e ali, mas nada sério. Nesse frio do caralho que faz o máximo que tenho vontade de fazer é ir na esquina tomar um café e voltar correndo.

Aí queria mostrar o meu lugar favorito perto de casa e encontrei essa página contando a história do Belle Epoque. De acordo com o artigo, o proprietário Eric Housseau tem um currículo invejável e meio que domina o mercado em Londres. Já trabalhou na Namíbia, está no Guiness e aprendeu a cozinhar com vários famosos dos quais nunca ouvi falar (tipo o Les Saveurs de Jean Christophe Novelly).

O interessante, que eu não sabia, é que o restaurante (que é também deli, coffee shop, chocolatier, patisserie e bakery) fornece produtos pra diversos lugares franceses na cidade e produz seus próprios pães de acordo com a época do ano. A parada é tão elaborada que eles vendem chocolate cubano, tortas francesas (de todos os tipos e sabores) e produtos como geléias caseiras, frutas em conserva e umas coisas tipo óleo de Modena de 20 anos atrás.

O café que servem é a coisa mais deliciosa que já experimentei na Inglaterra, perdendo apenas para o Capuccino do meu bar em Veneza. Importam do Café Picard de Paris o café rouge ou arabica que usam nas modalidades que levam leite. Vai bem com qualquer coisa. Funciona até com a torta de ricota que servem ao lado de uns grãos amarelos com molhos duvidosos.

O artigo fala da fulana turca casada com o francês que gerencia a loja. E mostra uma foto aérea de onde moro. Dá de ver o parque e a Albion Road, que é a rua indo pra parte de baixo do seu visor. Contando os jardins da rua, a minha é a terceira casa à esquerda bem ao lado do Belle Epoque, pra onde estou indo agora. Au revoir então.

21 de fevereiro de 2006

To look life in the face.
Always to look life in the face and to know it for what it is.