Chegamos
21 de dezembro de 2008
17 de dezembro de 2008
Cérebro
Acabei de ver uma pessoa ser esmagada por um ônibus na frente da Selfridges na Oxford Street. Nunca achei que fosse assim horrível. Gritos de dor. Não sabia se chorava ou vomitava. Até perdi o apetite. Inshallah ele tenha sobrevivido.
E a Cecília (que eu não vou explicar quem é por falta de tempo) começou a escrever recentemente para a Viaje Aqui. Não sei se é uma revista, só um site, ou um jornal, mas é da Abril. Ela acabou de fazer as malas para uma viagem por 20 países, com início no Hawaii. De Mochila, é o nome do blog.
Uma última dica que vale a pena, é a da vovó blogueira. Uma senhora de 78 anos, que estuda e retoca fotos no Photoshop. Saiu na Época. O blog, que vale tanto a pena uma visita - especialmente pela auto-descrição na coluna à direita - se chama Blog da Vovó Neuza. Deve ser ótimo ficar velho. Pena que envolve ter que morrer logo depois. Adorei.
Amanhã já estarei na China.
Até a volta.
Feliz 2009.
Acabei de ver uma pessoa ser esmagada por um ônibus na frente da Selfridges na Oxford Street. Nunca achei que fosse assim horrível. Gritos de dor. Não sabia se chorava ou vomitava. Até perdi o apetite. Inshallah ele tenha sobrevivido.
E a Cecília (que eu não vou explicar quem é por falta de tempo) começou a escrever recentemente para a Viaje Aqui. Não sei se é uma revista, só um site, ou um jornal, mas é da Abril. Ela acabou de fazer as malas para uma viagem por 20 países, com início no Hawaii. De Mochila, é o nome do blog.
Uma última dica que vale a pena, é a da vovó blogueira. Uma senhora de 78 anos, que estuda e retoca fotos no Photoshop. Saiu na Época. O blog, que vale tanto a pena uma visita - especialmente pela auto-descrição na coluna à direita - se chama Blog da Vovó Neuza. Deve ser ótimo ficar velho. Pena que envolve ter que morrer logo depois. Adorei.
Amanhã já estarei na China.
Até a volta.
Feliz 2009.
5 de dezembro de 2008
1 de dezembro de 2008
2009?
Ouvi dizer que 2008 vai se despedindo, mas fecho os olhos e tenho a impressão de ter acabado de voltar do Brasil, de férias, em Janeiro. O cheiro de praia, os fogos e minha avó recém-viúva sendo arrastada pra praia à 1 da manhã. Que triste, depois de velha e sozinha, tendo que se adaptar ao ritmo dos outros, ainda jovens e acompanhados. Enfim, outro assunto. Sem perceber, bem devagar, 2008 já era.
Não sei se o tempo passou rápido porque rápida é a condição natural da passagem do tempo. Talvez tenha sido assim desde sempre. Talvez ainda a velocidade do tempo seja proporcional à quantidade de contas pra pagar. Ou, como última alternativa, o tempo só passa rápido porque todo mundo faz questão de falar sobre isso o tempo inteiro. Essa massa negra de gente estressada, frustrada da vida e com medo da morte.
Aqui em casa, 2008 foi ótimo. Um ano de grandes emoções e conquistas inesquecíveis que definitivamente moldarão o meu futuro não muito distante. É claro. Se 2009 puder ser um pouco mais tranquilo, estável, devagar, incluir uma rede no nordeste bebendo água de côco e passando calor, eu ficarei bem feliz. Mas se não der, não dará. Acho que essa é a hora de viver meu turbilhão de afazeres e mergulhar de cabeça nessa diarréia de compromissos que o meu cotidiano se tornou esse ano.
Reavaliando o que passou, acho que eu sou mais feliz em 2008 do que eu era em 2007, embora 2007 tenha sido um absudo de ótimo. Estou definitivamente mais velho, temporariamente mais gordo, muito mais inteligente, e bem menos abusado embora ainda um nojo. A diferença agora é que aprendi a calar. O tempo cala, silencia o demônio de todos nós. Aos poucos, aprendemos a refletir um pouco mais, e dar opinião um pouco menos. Nada que uma garrafa de vinho não mude, é claro.
Tanta coisa aconteceu em 2008 que tenho preguiça de falar. Ou vai ver é o tal aprendizado, mandando silenciar. De qualquer forma 2009 vai ser bom. Só por ser, já é. Que venha um novo tempo, e com ele uma nova era. Passarei a virada em Pequim. À meia-noite, de qualquer lugar, estaremos respirando o mesmo ar, que nos use. Um beijo, e tchau.
Ouvi dizer que 2008 vai se despedindo, mas fecho os olhos e tenho a impressão de ter acabado de voltar do Brasil, de férias, em Janeiro. O cheiro de praia, os fogos e minha avó recém-viúva sendo arrastada pra praia à 1 da manhã. Que triste, depois de velha e sozinha, tendo que se adaptar ao ritmo dos outros, ainda jovens e acompanhados. Enfim, outro assunto. Sem perceber, bem devagar, 2008 já era.
Não sei se o tempo passou rápido porque rápida é a condição natural da passagem do tempo. Talvez tenha sido assim desde sempre. Talvez ainda a velocidade do tempo seja proporcional à quantidade de contas pra pagar. Ou, como última alternativa, o tempo só passa rápido porque todo mundo faz questão de falar sobre isso o tempo inteiro. Essa massa negra de gente estressada, frustrada da vida e com medo da morte.
Aqui em casa, 2008 foi ótimo. Um ano de grandes emoções e conquistas inesquecíveis que definitivamente moldarão o meu futuro não muito distante. É claro. Se 2009 puder ser um pouco mais tranquilo, estável, devagar, incluir uma rede no nordeste bebendo água de côco e passando calor, eu ficarei bem feliz. Mas se não der, não dará. Acho que essa é a hora de viver meu turbilhão de afazeres e mergulhar de cabeça nessa diarréia de compromissos que o meu cotidiano se tornou esse ano.
Reavaliando o que passou, acho que eu sou mais feliz em 2008 do que eu era em 2007, embora 2007 tenha sido um absudo de ótimo. Estou definitivamente mais velho, temporariamente mais gordo, muito mais inteligente, e bem menos abusado embora ainda um nojo. A diferença agora é que aprendi a calar. O tempo cala, silencia o demônio de todos nós. Aos poucos, aprendemos a refletir um pouco mais, e dar opinião um pouco menos. Nada que uma garrafa de vinho não mude, é claro.
Tanta coisa aconteceu em 2008 que tenho preguiça de falar. Ou vai ver é o tal aprendizado, mandando silenciar. De qualquer forma 2009 vai ser bom. Só por ser, já é. Que venha um novo tempo, e com ele uma nova era. Passarei a virada em Pequim. À meia-noite, de qualquer lugar, estaremos respirando o mesmo ar, que nos use. Um beijo, e tchau.
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