13 de outubro de 2009

É pegar e matar

Ok. O balão de São João não é um objeto que nasce do nada. Nem o nada nasce do nada. Construir um bom balão, por tanto, requer dinheiro, tempo, e um grupo de imbecis. Todos os hábitos do mundo tem um público alvo e o do balão de São João são os imbecis. O burro gosta muito de tudo o que voa, pega fogo e chama a atenção dos outros. Vive em um estado constante de orgulho da própria ignorância. Para este fim, nada mais expressivo do que o balão de São João.

Partindo do princípio de que nenhum bom balão de São João é construído em 20 minutos de conversa, podemos concluir que todo balão é fruto de um planejamento. O imbecil aprendeu a construir, comprou o material, e colocou o plano em prática. Foram um ou vários dias de reflexão sobre o balão, as consequências de brincar com a ilegalidade, e os perigos envolvidos no ato. O imbecil dormiu, acordou, almoçou, e encaixou a construção do balão entre um compromisso e outro - se é que tinha algum.

Aí o mundo é uma bola. Na bola, hoje em dia, todo mundo já sabe que balão é sinônimo de perigo. Nada é ilegal por acaso. Nada. Então estes dois animais, estes seres completamente sem alma, decidem lançar um balão de São João do tamanho de suas respectivas ignorâncias ao lado do aeroporto mais movimentado do Rio de Janeiro. Não só ao lado, mas com vista para a pista. Só vendo mesmo pra entender que os imbecis são capazes de absolutamente tudo. Este tipo de pessoa, tem que pegar, e tem que matar.

A Infraero avisa que no último ano aproximadamente 150 balões foram detectados nas áreas próximas de aeroportos do Brasil. Lembrar de pegar ônibus em minha próxima visita. Na estrada também se morre, mas prefiro ser triturado a virar churrasco de balão de São João.

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