Analytics e a Putinha do Tocantins
Em Junho instalei o Google Analytics no blog pra descobrir quem são as pessoas que entram aqui diariamente. Como estamos lançando o website da empresa em Janeiro, preciso começar a entender bem mais profundamente a ferramenta, e estou usando a conta do blog como cobaia para o experimento. Estatística é uma merda, mas o mundo moderno é uma tabela de Excel. O cobaia virou cobaia. Ou algo desse gênero.
Fato é que nem Orwell seria tão genial quanto o Google foi. São milhões de possibilidades. Frequência de visita, lealdade de usuários, tempo de leitura, quantidade de acessos por usuário, forma de acesso, lista de pessoas que te mencionam em outros endereços, lugar de origem, dia, hora, segundo, provedor, nevegador, língua, datas sozinhas e comparadas, e todas as informações misturadas, sobrepostas, e de todas as formas enfim. Uma suruba de informações relevantes.
Tudo muito dinâmico, mas o que interessa é sempre o mais interessante. Nada melhor do que uma boa merda, afinal. Após um longo dia de dura labuta na Decorex falando pencas de palavras difíceis, utilizarei este espaço para dividir com você algumas das procuras feitas no Google que geraram este blog como resultado. São centenas de pessoas desesperadas que não fazem a mínima idéia de como fazer uma pesquisa descente no Google. A lista será feita por ordem de relevância intelectual, dedicando os primeiros lugares aos campeões de buscas: os Menudos.
- Lançamento do sedê dos Menudos (sedê = CD)
- Menudo comiendo por tras
- Menudo que passa fome no Brasil
- Menudos usavam brincos? (usando ponto de interrogação, afinal é uma pergunta)
- Puta Tocantins (3 pesquisas)
- Puta Gurupi (deve ser linda como o nome da cidade)
- Televisão no meio da sala (um grande tópico)
- Algum menor de idade já foi enforcado na Inglaterra? (sim, diariamente)
- Como escrever espassado?
- Dramon para cabelo
- Estupro 2009 drink massacre
- filhaaprendeachuparpau (um pai preocupado, falando em códigos)
- Freiras vagabundas
- Putinha de Tocatins (2 buscas, quanta puta em Tocantins)
- qantas estão divvididas as partes da biblia?cantos livros (usando Google como ninguém)
- ql spa os gemeos da pesada da record estao internados
- você só pode ser feliz, pondo jesus no coração (crente é foda)
29 de setembro de 2009
27 de setembro de 2009
Dinheiro móvel
O mundo possui 4 bilhões de telefones celulares ativos. Pra quem pensa que celular continua sendo um bem exclusivo da elite, três quartos de todos eles encontram-se em países em desenvolvimento. Só na África, 4 em 10 tem um. Muito lógica, por tanto, é a idéia de utilizar este meio para alcançar o desenvolvimento em áreas remotas ou pobres do mundo. É justamente isto que a M-PESA está fazendo no Kênia através da implantação de um sistema de dinheiro móvel em conexão com as empresas de telefonia celular.
O experimento, na verdade, deu tão certo, que metade dos 14 milhões de usuários no Kênia recorrem a estes serviços para pagar contas de luz, água, escola, moradia, bens comuns e até táxis. Segundo um estudo do World Bank, em países como o Zimbábue, o sistema de pagamento por SMS ajuda a combater a violência, diminui a corrupção, aumenta a renda dos usuários de uma forma geral, e apresenta uma solução aos que precisam fechar um envelope de dinheiro para pagar o bilhete do ônibus devido à exorbitante inflação dos últimos vários anos.
Genial. Ao invés de perder tempo e dinheiro viajando até uma agência bancária nos grandes centros do país, trabalhadores rurais podem fazer tudo através do celular, economizando dinheiro e gastando tempo em atividades mais produtivas financeiramente. O resultado é o aumento de 5-30% na renda de quem utiliza este mecanismo. Na África, como diz o Tesco, every little helps. Embora taxas de juro não sejam pagas em contas como estas, o banco móvel apresenta uma solução mais seguro que um colchão para o armazenamento de dinheiro - nas Maldivas, em 2004, muitos perderam as economias de uma vida inteira no tsunami que destruiu parte do país.
Achei interessantíssimo porque não sabia que este serviço existia na África. Embora a globalização esteja aí para a maioria, uma minoria sofrida continua sem poder ter acesso a simples e efetivas soluções como esta que mencionamos. É claro que os bancos já estão nervosos tentando encontrar uma maneira de acabar com a alegria das telefônicas, mas eu pessoalmente acredito que idéias como estas vieram para ficar. Se eles não podem contra eles, que juntem-se a eles.
O mundo possui 4 bilhões de telefones celulares ativos. Pra quem pensa que celular continua sendo um bem exclusivo da elite, três quartos de todos eles encontram-se em países em desenvolvimento. Só na África, 4 em 10 tem um. Muito lógica, por tanto, é a idéia de utilizar este meio para alcançar o desenvolvimento em áreas remotas ou pobres do mundo. É justamente isto que a M-PESA está fazendo no Kênia através da implantação de um sistema de dinheiro móvel em conexão com as empresas de telefonia celular.
O experimento, na verdade, deu tão certo, que metade dos 14 milhões de usuários no Kênia recorrem a estes serviços para pagar contas de luz, água, escola, moradia, bens comuns e até táxis. Segundo um estudo do World Bank, em países como o Zimbábue, o sistema de pagamento por SMS ajuda a combater a violência, diminui a corrupção, aumenta a renda dos usuários de uma forma geral, e apresenta uma solução aos que precisam fechar um envelope de dinheiro para pagar o bilhete do ônibus devido à exorbitante inflação dos últimos vários anos.
Genial. Ao invés de perder tempo e dinheiro viajando até uma agência bancária nos grandes centros do país, trabalhadores rurais podem fazer tudo através do celular, economizando dinheiro e gastando tempo em atividades mais produtivas financeiramente. O resultado é o aumento de 5-30% na renda de quem utiliza este mecanismo. Na África, como diz o Tesco, every little helps. Embora taxas de juro não sejam pagas em contas como estas, o banco móvel apresenta uma solução mais seguro que um colchão para o armazenamento de dinheiro - nas Maldivas, em 2004, muitos perderam as economias de uma vida inteira no tsunami que destruiu parte do país.
Achei interessantíssimo porque não sabia que este serviço existia na África. Embora a globalização esteja aí para a maioria, uma minoria sofrida continua sem poder ter acesso a simples e efetivas soluções como esta que mencionamos. É claro que os bancos já estão nervosos tentando encontrar uma maneira de acabar com a alegria das telefônicas, mas eu pessoalmente acredito que idéias como estas vieram para ficar. Se eles não podem contra eles, que juntem-se a eles.
26 de setembro de 2009
A Indonésia...
Depois da China, a nova moda é fazer da Indonésia o segundo I do grupo dos principais países em desenvolvimento do mundo (BRIC). Há duas semanas atrás a Economist dedicou à Indonésia um relatório de 15 páginas descrevendo seus principais selling points, história, e passando informações demográficas que pra mim foram grandes novidades. A Indonésia é, hoje, a terceira maior democracia do mundo depois da Índia e dos Estados Unidos, e apresenta excelente números desde o fim do regime repressor do presidente Suharto em 1998 - foram mais de 30 anos no poder.
Essa semana a National Geographic publicou um outro relatório, mais voltado para a questão do Islã no país - a Indonésia é a maior nação muçulmana do mundo com 207 milhões de fiéis espalhados por 17.508 ilhas. Quase morro só de pensar em tanta praia junta. O grande diferencial da Indonésia é que eles parecem ser os mestres mundiais da transição pacífica. Tanto a propagação do Islã quanto a adesão à Democracia foram obtidos de forma controlada e devidamente respeitadas por aqueles pertencentes à outras crenças ou ideologias políticas. É claro que um ou outro acabam explodindo de vez em quando, mas nada tão grave devido à distância geográfica às zonas de conflito.
Foram mais ou menos 500 anos para que o Islã atingisse a maior parte da população. O solo das ilhas da Indonésia é perfeito para o cultivo de especiarias que passaram a ser comercializadas por navegadores Árabes já no século 12. Fruto de uma estratégia de marketing dos nativos na época, a conversão ao Islã se disseminou até que um dia tudo virou a tal história do ovo ou a galinha. O proceso de expansão foi apoiado por grandes líderes porque incorporava credos dos nativos e respeitava as diferenças alheias. Hoje, embora com algumas regiões adeptas da Sharia, a Indonésia é amplamente secularista, democrática e livre.
...e Dorce Bunda Gamalama.
Por isso, muito do que seria impensável em sociedades do Oriente Médio, é visto como aceitável na Indonésia. Rituais de magia, culto à imagens, liberdade de design em mesquitas (adaptando o estilo Árabe às raízes da Indonésia) tem todos carta branca em muitas das ilhas do país. Destaque para a maior celebridade da Indonésia, Dorce Gamalama. Chamada carinhosamente de Bunda e conhecida como a Oprah da Indonésia, Dorce lidera um programa diário para mulheres da meia-idade. São 300 pares de sapato, milhares de perucas e uma mesquita personalizada ao lado de sua casa em Jakarta - Bunda é também uma muçulmana fiél, a exemplo de seu público.
Com um detalhe: Bunda nasceu um homem e trocou de sexo aos 20 anos. Bunda é um transsexual. Já casou duas vezes, e costumava trabalhar como palhaça em um vôo fretado que leva peregrinos de Jakarta para Mecca. Quando perguntada se a fé dela vem antes da carreira de apresentadora, Bunda olha para o jornalista com ar de ofendida e responde: "Minha vida é para Allah". Acho que estes cinco parágrafos são uma boa introdução da Indonésia para quem, como eu, sabia nada ou muito pouco sobre o país. Bom fim de semana para você também.
Depois da China, a nova moda é fazer da Indonésia o segundo I do grupo dos principais países em desenvolvimento do mundo (BRIC). Há duas semanas atrás a Economist dedicou à Indonésia um relatório de 15 páginas descrevendo seus principais selling points, história, e passando informações demográficas que pra mim foram grandes novidades. A Indonésia é, hoje, a terceira maior democracia do mundo depois da Índia e dos Estados Unidos, e apresenta excelente números desde o fim do regime repressor do presidente Suharto em 1998 - foram mais de 30 anos no poder.
Essa semana a National Geographic publicou um outro relatório, mais voltado para a questão do Islã no país - a Indonésia é a maior nação muçulmana do mundo com 207 milhões de fiéis espalhados por 17.508 ilhas. Quase morro só de pensar em tanta praia junta. O grande diferencial da Indonésia é que eles parecem ser os mestres mundiais da transição pacífica. Tanto a propagação do Islã quanto a adesão à Democracia foram obtidos de forma controlada e devidamente respeitadas por aqueles pertencentes à outras crenças ou ideologias políticas. É claro que um ou outro acabam explodindo de vez em quando, mas nada tão grave devido à distância geográfica às zonas de conflito.
Foram mais ou menos 500 anos para que o Islã atingisse a maior parte da população. O solo das ilhas da Indonésia é perfeito para o cultivo de especiarias que passaram a ser comercializadas por navegadores Árabes já no século 12. Fruto de uma estratégia de marketing dos nativos na época, a conversão ao Islã se disseminou até que um dia tudo virou a tal história do ovo ou a galinha. O proceso de expansão foi apoiado por grandes líderes porque incorporava credos dos nativos e respeitava as diferenças alheias. Hoje, embora com algumas regiões adeptas da Sharia, a Indonésia é amplamente secularista, democrática e livre.
...e Dorce Bunda Gamalama.
Por isso, muito do que seria impensável em sociedades do Oriente Médio, é visto como aceitável na Indonésia. Rituais de magia, culto à imagens, liberdade de design em mesquitas (adaptando o estilo Árabe às raízes da Indonésia) tem todos carta branca em muitas das ilhas do país. Destaque para a maior celebridade da Indonésia, Dorce Gamalama. Chamada carinhosamente de Bunda e conhecida como a Oprah da Indonésia, Dorce lidera um programa diário para mulheres da meia-idade. São 300 pares de sapato, milhares de perucas e uma mesquita personalizada ao lado de sua casa em Jakarta - Bunda é também uma muçulmana fiél, a exemplo de seu público.
Com um detalhe: Bunda nasceu um homem e trocou de sexo aos 20 anos. Bunda é um transsexual. Já casou duas vezes, e costumava trabalhar como palhaça em um vôo fretado que leva peregrinos de Jakarta para Mecca. Quando perguntada se a fé dela vem antes da carreira de apresentadora, Bunda olha para o jornalista com ar de ofendida e responde: "Minha vida é para Allah". Acho que estes cinco parágrafos são uma boa introdução da Indonésia para quem, como eu, sabia nada ou muito pouco sobre o país. Bom fim de semana para você também.
19 de setembro de 2009
Reflexão
Será que a intolerância e o desrespeito caminham necessariamente juntos? Acho que não. O desrespeito, penso aqui com os meus botões, só passa a existir quando a intolerância vem acompanhada. Não tolerar algo ou alguém, afinal, é um direito de todos e deve ser, por isso, respeitado. Somos todos, e ainda bem, livres para gostar, não gostar, e formar opinião a respeito daquilo que vemos e vivemos. A intolerância, por tanto, só passa a ser efetivamente um problema quando manifestada abertamente com a intenção de exercer a influência de seus próprios valores sob os valores de terceiros, quartos e quintos.
Logicamente, uma sociedade mais tolerante é o ideal para o bem estar geral da humanidade. No entanto, não é de bem estar que vivemos. O conflito alimenta o homem. É querendo que os outros pensem como nós pensamos que o desrespeito nasce da intolerância. Ninguém é obrigado a tolerar aquilo que desconhece, mas respeitar é preciso. Paz de espírito é a fonte principal de energia do ser humano. E o conforto, nesse caso, é desconhecer a intolerância alheia em questões que tocam tudo aquilo que você é sem prejudicar outras pessoas. Não tolerar sim, mas sem machucar pessoas que não fazem mal a você.
Será que a intolerância e o desrespeito caminham necessariamente juntos? Acho que não. O desrespeito, penso aqui com os meus botões, só passa a existir quando a intolerância vem acompanhada. Não tolerar algo ou alguém, afinal, é um direito de todos e deve ser, por isso, respeitado. Somos todos, e ainda bem, livres para gostar, não gostar, e formar opinião a respeito daquilo que vemos e vivemos. A intolerância, por tanto, só passa a ser efetivamente um problema quando manifestada abertamente com a intenção de exercer a influência de seus próprios valores sob os valores de terceiros, quartos e quintos.
Logicamente, uma sociedade mais tolerante é o ideal para o bem estar geral da humanidade. No entanto, não é de bem estar que vivemos. O conflito alimenta o homem. É querendo que os outros pensem como nós pensamos que o desrespeito nasce da intolerância. Ninguém é obrigado a tolerar aquilo que desconhece, mas respeitar é preciso. Paz de espírito é a fonte principal de energia do ser humano. E o conforto, nesse caso, é desconhecer a intolerância alheia em questões que tocam tudo aquilo que você é sem prejudicar outras pessoas. Não tolerar sim, mas sem machucar pessoas que não fazem mal a você.
15 de setembro de 2009
ME IRRITA
Ser uma pessoa naturalmente irritada que faz bom uso de um olhar crítico refinado é para poucos e bons. Há quem goste de associar irritação com rebeldia, mas esse conceito é reservado para o discurso da classe dos ruins que, juntos, constituem a esmagadora maioria. Não há mais espaço no mundo para bobos médios. Vivemos um período de infestação da classe dos mais ou menos, uma gente que contamina o ar que respiro reproduzindo pensamentos padrões de gente burra e tecnicamente incapaz de ser autêntica. Penso, logo, sinto vontade de melhorar o meio ao meu redor. A irritação é apenas o meio da transformação.
O estado constante de irritação é, mais do que qualquer outra coisa, um exercício de ser e ter um ponto de vista a respeito de elementos que interagem com tudo e todos o tempo inteiro. Irritação é apenas a forma de expressar uma reação à ação que independe de você, embora ainda assim esteja a seu alcance. Quem não lê, não conversa e não vê com um olhar analítico as ações alheias, está morno, embejou e, por tanto, não está vivo. Não há crítica sem irritação, e não há pensamento sem crítica. Criticar e se irritar faz parte do processo evolutivo, seleciona o joio do trigo, e é combustível essencial para o progresso de homens e nações.
Consequentemente e por fim, tudo o que chega aos meus ouvidos está sujeito a ser devidamente analisado e criticado. Se não fosse meu business, não teria chego até a mim. E eu, como ser pensante que sou, me presenteio com o privilégio e o direito de continuar opinioso, autêntico e altamente irritado sempre que necessário julgue. Um brinde, então, à seleção natural.
Ser uma pessoa naturalmente irritada que faz bom uso de um olhar crítico refinado é para poucos e bons. Há quem goste de associar irritação com rebeldia, mas esse conceito é reservado para o discurso da classe dos ruins que, juntos, constituem a esmagadora maioria. Não há mais espaço no mundo para bobos médios. Vivemos um período de infestação da classe dos mais ou menos, uma gente que contamina o ar que respiro reproduzindo pensamentos padrões de gente burra e tecnicamente incapaz de ser autêntica. Penso, logo, sinto vontade de melhorar o meio ao meu redor. A irritação é apenas o meio da transformação.
O estado constante de irritação é, mais do que qualquer outra coisa, um exercício de ser e ter um ponto de vista a respeito de elementos que interagem com tudo e todos o tempo inteiro. Irritação é apenas a forma de expressar uma reação à ação que independe de você, embora ainda assim esteja a seu alcance. Quem não lê, não conversa e não vê com um olhar analítico as ações alheias, está morno, embejou e, por tanto, não está vivo. Não há crítica sem irritação, e não há pensamento sem crítica. Criticar e se irritar faz parte do processo evolutivo, seleciona o joio do trigo, e é combustível essencial para o progresso de homens e nações.
Consequentemente e por fim, tudo o que chega aos meus ouvidos está sujeito a ser devidamente analisado e criticado. Se não fosse meu business, não teria chego até a mim. E eu, como ser pensante que sou, me presenteio com o privilégio e o direito de continuar opinioso, autêntico e altamente irritado sempre que necessário julgue. Um brinde, então, à seleção natural.
Compulsão
Não sei o que acontece comigo quando entro na Amazon ou no Ebay. Tenho vontade de comprar tudo e em um processo minucioso de auto-enganação passo um número impressionante de horas em frente a tela selecionado tudo aquilo que eu considero uma bargain para depois comprar, comprar, até morrer comprar. Uma bargain vira um milhão. Deve ser a substituição de vícios. Fato é que ontem resolvi comprar uma luminária linda da Tiffany depois de uma sequência de luminárias problemáticas produzidas na China. Já me sinto muito melhor.
E o Patrick Swayze morreu. Que triste. Vou cantar The Time Of My Life hoje o dia inteiro. Be afraid. Vai ser um horror.
Não sei o que acontece comigo quando entro na Amazon ou no Ebay. Tenho vontade de comprar tudo e em um processo minucioso de auto-enganação passo um número impressionante de horas em frente a tela selecionado tudo aquilo que eu considero uma bargain para depois comprar, comprar, até morrer comprar. Uma bargain vira um milhão. Deve ser a substituição de vícios. Fato é que ontem resolvi comprar uma luminária linda da Tiffany depois de uma sequência de luminárias problemáticas produzidas na China. Já me sinto muito melhor.
E o Patrick Swayze morreu. Que triste. Vou cantar The Time Of My Life hoje o dia inteiro. Be afraid. Vai ser um horror.
12 de setembro de 2009
As tribos perdidas


Das pouco mais de 100 tribos perdidas do mundo, 50 estão localizadas entre o Brasil e o Peru. Que deve ser uma pira (o Peru). Quando estive no Brasil pela última vez, percebi que virou moda turistar de ônibus até Lima - ao menos em Barbacena. Fico agoniado só de pensar que tem gente visitando o Peru antes de mim. A BBC publicou hoje uma reportagem sobre uma vila abandonada aonde antes viviam aproximadamente 150 pessoas sem contato com o desenvolvimento (se é que podemos chama-lo assim). Vindo do Peru, honestamente, acho meio difícil. Não consigo visualizar um grupo de latinos preservando vilas remotas e controlando a curiosidade sobre o desconhecido. As fotos são um choque na idéia.

Semana passada sentamos pra beber uma garrafa de vinho e assistir a um documentário da National Geographic sobre elefantes assassinos na Índia. Vinho é imaginação. Todos os anos, 500 pessoas são assassinadas por elefantes ao redor do mundo. Na Índia preservar as espécies não é uma questão, porque não existe. É a luta do rochedo contra o mar. Talvez na América do Sul, com as populações indígenas escondidas em seus respectivos quadrados, o combate seja mais evitável. Mas, de qualquer forma, tanto os elefantes assassinos quanto as tribos perdidas, são uma pira. Imagine você viver isolado e pintado de vermelho na época do iPhone. Que agonia.
8 de setembro de 2009
A love story
Eu gosto dos filmes do Moore. Acho mainstream e de fácil acesso, e a edição é sempre impecável com dados apurados que dão voz ao que todo mundo já sabe faz tempo. É tudo muito básico, mas até o básico pode ficar rico e forte se colocado de forma inteligente. Considerando a situação atual de retardo global, qualquer protesto feito de forma artística e civilizada acrescenta ao processo evolutivo e não deixa de ser um statement importante, principalmente porque atinge a fundo as classes mais desinformadas. Tem gente que só assiste telejornal pra ver jogador de futebol dizer graças a Deus. Graças a Deus isso, graças a Deus aquilo. E o Kaká rezando pra nova igreja da Renascer e, enfim, abafa essa merda.
Li hoje que um novo filme do Moore está sendo lançado no festival de cinema de Veneza. Capitalism: a love story. E que história de amor. Acabo de receber uma caixa com dois iPhones e uma capinha da Baker - para a familiagem no Brasil. De qualquer maneira, estou louco pra poder assistir ao novo filme do Moore. Quero ver a minha paixão pelo capitalismo detonada em boas edições, cheia de perguntas bem colocadas mostrando bem mostrada a contradição de sermos quem somos, fazermos o que fazemos e, eventualmente, acabarmos na merda como acabamos em 2009. Muito ouro, muito luxo, muito dinheiro e muita sacola plástica. Rita Lee nunca esteve tão certa. No fim, tudo vira bosta.
Matéria da BBC sobre Capitalism: a love story.
Eu gosto dos filmes do Moore. Acho mainstream e de fácil acesso, e a edição é sempre impecável com dados apurados que dão voz ao que todo mundo já sabe faz tempo. É tudo muito básico, mas até o básico pode ficar rico e forte se colocado de forma inteligente. Considerando a situação atual de retardo global, qualquer protesto feito de forma artística e civilizada acrescenta ao processo evolutivo e não deixa de ser um statement importante, principalmente porque atinge a fundo as classes mais desinformadas. Tem gente que só assiste telejornal pra ver jogador de futebol dizer graças a Deus. Graças a Deus isso, graças a Deus aquilo. E o Kaká rezando pra nova igreja da Renascer e, enfim, abafa essa merda.
Li hoje que um novo filme do Moore está sendo lançado no festival de cinema de Veneza. Capitalism: a love story. E que história de amor. Acabo de receber uma caixa com dois iPhones e uma capinha da Baker - para a familiagem no Brasil. De qualquer maneira, estou louco pra poder assistir ao novo filme do Moore. Quero ver a minha paixão pelo capitalismo detonada em boas edições, cheia de perguntas bem colocadas mostrando bem mostrada a contradição de sermos quem somos, fazermos o que fazemos e, eventualmente, acabarmos na merda como acabamos em 2009. Muito ouro, muito luxo, muito dinheiro e muita sacola plástica. Rita Lee nunca esteve tão certa. No fim, tudo vira bosta.
Matéria da BBC sobre Capitalism: a love story.
5 de setembro de 2009
Under control
Sou controlador. Quando não tenho controle, imaginar a possibilidade de dominar a situação já ajuda a acalmar os ânimos e coloca tudo no seu devido lugar. Muito logicamente, junto à essa característica enlouquecedora, existe a necessidade de curar as chagas do mundo pessoalmente. Controlar o simples, o banal, e o incontrolável. Por isso, naturalmente, o inconquistável vai sendo conquistado. Lendo assim parece caso de internação, mas são anos de lida e também de história. Quase sempre dá certo.
A principal complicação do controlador aparece quando o mundo passa a depender de suas decisões. Realidade ou percepção, nada melhor do que ligar a televisão pra ver quanta gente se fode bem mais do que você. Afinal, nada mais consolador do que acesso televisivo à problemas de verdade, vistos do aconchego do seu lar. Infelizmente esta é uma das maiores satisfações do controlador, depois de sonhar com a possibilidade de, um dia, poder pilotar seu próprio avião.
Sou controlador. Quando não tenho controle, imaginar a possibilidade de dominar a situação já ajuda a acalmar os ânimos e coloca tudo no seu devido lugar. Muito logicamente, junto à essa característica enlouquecedora, existe a necessidade de curar as chagas do mundo pessoalmente. Controlar o simples, o banal, e o incontrolável. Por isso, naturalmente, o inconquistável vai sendo conquistado. Lendo assim parece caso de internação, mas são anos de lida e também de história. Quase sempre dá certo.
A principal complicação do controlador aparece quando o mundo passa a depender de suas decisões. Realidade ou percepção, nada melhor do que ligar a televisão pra ver quanta gente se fode bem mais do que você. Afinal, nada mais consolador do que acesso televisivo à problemas de verdade, vistos do aconchego do seu lar. Infelizmente esta é uma das maiores satisfações do controlador, depois de sonhar com a possibilidade de, um dia, poder pilotar seu próprio avião.
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